Elena (2012), de Petra Costa

No próxima sexta, dia 30 de setembro, o Cineclube Depressão irá exibir o filme biográfico Elena (2012), de Petra Costa, às 19h no Espaço Sonhus em Goiânia (Clique aqui para ver a localização no Google Maps).

SINOPSE DO FILME
Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade durante a ditadura militar e uma adolescência vivida entre peças de teatro e filmes caseiros. Também deixa Petra, sua irmã de 7 anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas: fitas de vídeo, recortes de jornais, diários e cartas. A qualquer momento, Petra espera encontrar Elena andando pelas ruas. Aos poucos, os traços das duas se confundem. Já não se sabe quem é uma e quem é a outra.

TRAILER
https://www.youtube.com/watch?v=yc0T-pPwrTk

FICHA TÉCNICA
Gênero: Documentário
Direção: Petra Costa
Roteiro: Carolina Ziskind, Petra Costa
Produção: Daniela Santos, Julia Bock
Fotografia: Janice d’Avila, Miguel Vassy, Will Etchebehere
Duração: 82 min.
Ano: 2012
País: Brasil
Cor: Colorido
Estreia: 10/05/2013 (Brasil)
Distribuidora: Espaço Filmes
Estúdio: Busca Vida Filmes
Classificação: 12 anos

Endereço do Espaço Sonhus
Rua 18, nº. 10, Setor Central, Goiânia-GO

Imagem destacada:
Frame do filme Elena (2012), de Petra Costa

elena

Cineclube Culturama exibe dois filmes no dia 12 de maio

 

A terceira sessão do ciclo “Cinema e Arte” do Cineclube Culturama (entrada franca) exibe os curtas “Action Painting No.1 / Action Painting No. 2”, de Krefer e Turca (2014, 6 minutos) e o longa “Utamaro e suas cinco mulheres”, de Kenji Mizoguchi (1946). Depois dos filmes, como sempre, uma conversa atenta sobre cada um e sobre as possíveis relações entre eles.

Nos curtas, duas performances artístico-cinematográficas exploram o sexo como gesto criativo mútuo. No segmento nº. 1, ela responde aos movimentos dele arranhando suas costas, deixando marcas de sangue. No segmento nº. 2, ele joga cera quente de vela nas costas dela, sem interromper o ato. As duas performances resultam em pinturas abstratas sobre o corpo de cada artista.

No longa, Utamaro é um célebre pintor especializado em retratar mulheres. Em busca de suas modelos, ele percorre os prostíbulos de Tóquio, colocando-se em situações inusitadas e, às vezes, perigosas. No Japão do século 18, o filme de Mizoguchi aborda tanto a condição paradoxal da arte (entre sua aspiração a escapar do tempo e sua profunda historicidade e perecibilidade) quanto a situação ambivalente das mulheres em meio à opressão que sofrem naquele momento histórico.

FONTE: https://www.facebook.com/events/1058672194202353/

Cine UFG apresenta: “Retratos de Identificação”(2014), de Anita Leandro

No próximo dia 12 de maio (quinta-feira), às 19h, o Cine UFG exibirá o filme “Retratos de Identificação”(2014), de Anita Leandro. Esta sessão também faz parte do projeto Cinemas em Rede, que tem como uma das possibilidades “compartilhar conteúdos, mostras e ciclos em tempo real entre estes pontos de cinema”.

Entrada gratuita!

Localização do Cine UFG no google maps:
https://www.google.com.br/maps/place/Cine+UFG/@-16.6029379,-49.2638306,15z/data=!4m2!3m1!1s0x0:0x2ff9f559f13ab2

O Filme

“Retratos de Identificação” (2014), de Anita Leandro

Duração: 71 minutos
Gênero: documentário
Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse:
Na época da ditadura militar, os presos políticos eram fotografados em diferentes situações: desde investigações e prisões até em torturas, exames de corpo de delito e necropsias. Hoje, dois sobreviventes à tortura vêem, pela primeira vez, as fotografias relativas as suas prisões. Antônio Roberto Espinosa, o então comandante da organização VAR-Palmares, testemunha sobre o assassinato  de Chael Schreier, com quem conviveu na prisão. Já Reinaldo Guarany, do grupo tático armado ALN, relembra sua saída do país em 1971, em troca da vida do embaixador suíço Giovanni Bucher, conta como foi sua vida no exílio e fala sobre o suicídio de Maria Auxiliadora Lara Barcellos, com quem vivia em Berlim. Com essas revelações e testemunhos, segredos de um passado obscuro do país voltam a tona.

Elenco
Antônio Roberto Espinosa
Maria Auxiliadora
Lara Barcellosmais

Teaser:

Lançamento do documentário “Operação 2,80: a revolta popular só aumenta”

Próximo dia 05 de março de 2016 (sábado), às 13h30, na Faculdade de Direito da UFG.

“O Coletivo de Mídia Independente Desneuralizador apresenta sua mais recente obra.

Operação 2,80: a revolta popular só aumenta.

SINOPSE

No dia 23 de maio de 2014, quatro estudantes foram surpresos, ainda de madrugada, pela Polícia Civil do Estado de Goiás. Três deles foram encarcerados. Estava deflagrada a famigerada Operação 2,80, que os deixou uma semana atrás das grades. O principal crime cometido era a exigência da modicidade das tarifas do transporte público.

EVENTO

O lançamento ocorrerá dentro de um evento do Núcleo de Pesquisa ProLuta, que vai debater a Lei Antiterrorismo, Projeto de Lei 2015/2016.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

* Documentário digital curta-metragem de 24 minutos
* Captação em FULL HD e finalização em qualidade HD (high definition) – padrão NTSC, 24 fps”

Informações retiradas da página do evento oficial, que pode ser acessada clicando aqui.

9ª Mostra de cinema ‘O amor, a morte e as paixões’.

Realizada desde 2001, a mostra de cinema ‘O amor, a morte e as paixões’ chega em sua 9ª edição em 2016. O evento acontece entre os dias 03 e 17 de fevereiro no Cinema Lumière do Shopping Bougainville, contando com apoio do Cine Cultura. Ao todo, serão exibidos 117 filmes de diversos países. Além do evento principal, há também uma mostra de clássicos do cinema brasileiro, curso de análise fílmica com o professor Inácio Araújo (crítico da Folha), palestra de direção de atores com Fátima Toledo e exibição de 11 curtas goianos. É possível realizar a compra antecipada de ingressos e passaportes para o evento.

Aqui você encontra o link para o site do evento, com mais detalhes sobre a programação.

SESSÕES ESPECIAIS

Abertura da Mostra com o filme “Amor em Sampa”
Data: 03/02
Local: Shopping Bougainville – Sala 01
Horário: 21h30

Sessão especial de “Boi Neon”
​​Data: 11/02
Local: Shopping Bougainville – Sala 01
Horário: 20h

Sessão especial de “Campo Grande”
​​Data: 13/02
Local: Shopping Bougainville – Sala 05
Horário: 17h

Sessão especial de “Quanto Tempo o Tempo Tem”
​​Data: 15/02
Local: Shopping Bougainville – Sala 04
Horário: 16h45

 

MOSTRA DE CLÁSSICOS DO CINEMA BRASILEIRO

“Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade
​​Data: de 05/02
Local: Cine Cultura
Sessão: às 18h
Debate: 20h

Debate com Marcelo Ribeiro, crítico de cinema

“Terra em Transe”, de Gláuber Rocha
​​Data: de 09/02
Local: Cine Cultura
Sessão: às 18h
Debate: 20h

Debate com Rodrigo Cássio, professor de cinema da Universidade Estadual de Goiás

“Xica da Silva”, de Cacá Diegues
​​Data: de 10/02
Local: Cine Cultura
Sessão: às 18h
Debates: 20h

Debate com Jô Levy, professora de cinema da Universidade Estadual de Goiás

VALOR PROMOCIONAL DO INGRESSO: R$ 2,00

CURSOS E PALESTRAS

Curso de Análise Fílmica com Inácio Araújo
​Data: 04/02
Local: Cine Cultura
Credenciamento: das 8h às 9h
Curso: 1º turno das 9h às 12h
Intervalo das 12h às 14h
2º turno das 14h às 17h

Ingressos: https://meubilhete.com/cursoanalisefilmica

Palestra de Direção de Atores com Fátima Toledo
​Data: 08/02
Local: Cine Cultura
Credenciamento: das 8h às 9h
Palestra: 1º turno das 9h às 12h
Intervalo das 12h às 14h
2º turno das 14h às 17h

curtas

Nota de apoio à ocupação dos colégios estaduais em Goiás.

O NUH, Núcleo de Usos da História-UFG, pronuncia-se oficialmente em apoio aos estudantes secundaristas que, em um gesto corajoso, ocuparam colégios estaduais para buscar o diálogo com a atual gestão. O Estado Democrático de Direito não é um termo retórico que justifica o poder político por meio do sufrágio regular que ocorre de 4 em 4 anos nas urnas. Ele é uma conquista alcançada através de séculos de lutas contra a truculência estatal, políticas de privilégios, mandonismos unilaterais e a suposição errônea de que as instituições públicas têm um dono.

Os alunos propõem o debate sobre as OS e o diálogo com governo, enquanto este se esquiva de qualquer forma de aproximação com a sociedade civil organizada, afirmando que “não irá politizar ou ideologizar a discussão sobre a ocupação das escolas estaduais”. Que discussão? Como pode existir uma discussão se o proponente das ‘reformas’ na educação pública estadual se nega a ouvir o público diretamente afetado pelas suas ações?

Nas ocupações, especialmente no Colégio Estadual Cecília Meireles, têm havido relatos de excessos por parte do governo, que utiliza a Polícia Militar (inclusive rondas ostensivas especiais, como a ROTAM) para intimidar os manifestantes. Pessoas são proibidas de entrar nos colégios para dialogar com os alunos , fazerem oficinas, levarem mantimentos e outros objetos e produtos necessários para a manutenção dos estudantes. O corte de energia e água já foi anunciado e, a partir da experiência de irrazoabilidade de nossos governantes em manifestações recentes, certamente ocorrerão.

Enquanto as notícias de violência urbana tomam de assalto os jornais, programas de televisão e até mesmo trocas de mensagens instantâneas, o governo retira um grande contingente de policiais das ruas para intimidar estudantes que lutam por uma educação de melhor qualidade no Estado. Esses policiais apenas cumprem ordens e, com certeza, se pudessem escolher, também estariam fazendo o seu trabalho da melhor forma possível. Afinal, eles próprios, no último dia 9, fizeram uma paralisação contra esse mesmo governo para reaverem direitos básicos acordados pela administração do Estado e, apesar disso, não cumpridos. A respeito disso, espero que o poder judiciário possa agir, garantindo por meio de liminar o direito à manifestação pacífica e ordeira de nossos estudantes. Para quem duvida, as publicações do Simsed confirmam o teor das ocupações, vejam só:

limpeza

Colégio José Carlos de Almeida, até então em situação de abandono pelo Poder Público, antes e depois da ocupação.

adote

Para aqueles que quiserem contribuir com doações, fica aqui a relação das escolas ocupadas:

*IEG: Av. Anhanguera, 1630 – Leste Vila Nova, em frente ao Supermercado Leve.

*José Carlos de Almeida (JCA): Rua 23, 63, Quadra 84 – Setor Central. Atrás do Teatro Goiânia.

*Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo: Av. do Sol Nascente, S/N – JD Nova Esperanca, CEP: 74465-210.

*Colégio Estadual de Período Integral Lyceu: R. Vinte e Um, 10 – St. Central.

*Colégio Estadual José Lobo: Rua dos Missionarios, 788. – Setor Rodoviário. CEP: 74430-360

*Colégio Estadual Cecilia Meirelles: Endereço: R. 29 – Bairro Santo Antonio, Aparecida de Goiânia – GO, 74984-000

*Colégio Estadual Pré-Universitário: Endereço: Rua 240, s/n – Setor Leste Universitário, Goiânia – GO

Colégio Estadual Polivalente Frei João Batista: Endereço: R. 14, 380 – Maracanã, Anápolis – GO, 75040-330

EQUIPE DO NUH.

UM CONVITE AO DEBATE SOBRE AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO

Atualmente, muito se tem falado sobre a gradual substituição da educação pública estadual pelas Organizações Sociais (OS) em Goiás. O assunto, até então limitado aos círculos universitários e ao público diretamente prejudicado – os professores e estudantes – passou a ter maior visibilidade desde o dia 09 de dezembro, quando os alunos do Colégio Estadual José Carlos de Almeida, acompanhados por profissionais da Educação, ocuparam a instituição, inspirados pelo bem-sucedido exemplo de São Paulo. O Colégio, situado em uma região privilegiada da cidade, estava desativado e abandonado pela administração estadual. A partir dessa iniciativa, os estudantes e professores de outras instituições estaduais goianas passaram a se mobilizar e ocupar novos colégios, como o Lyceu de Goiânia e o Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo.

Terceirização X Estabilidade do Servidor

Essa atrocidade contra a educação pública do nosso Estado, já precarizada e abandonada aos desmandos de várias administrações, tem lá seus defensores, que acreditam que o modelo das OSs (não tratarei, nesse texto, da militarização de outros colégios estaduais, o que merece um espaço a parte) garantiria uma educação de maior qualidade. Os argumentos, em geral, são os mesmos: as OSs celebram um contrato de gestão com a administração pública, no qual precisam firmar objetivos claros e cumpri-los à risca; os professores celetistas, ao se submeterem às regras do livre mercado, tornam-se mais produtivos; a dispensa de licitação em diversos aspectos desburocratiza a administração escolar, tornando-a mais dinâmica e eficiente; a gestão escolar passa a ser realizada por administradores profissionais, pretensamente mais preparados para a tarefa. Outro argumento também bastante comum é o de que a educação continuará pública e gratuita. A única alteração seria a forma de gestão, o que beneficiaria a população.  Todos esses argumentos, contudo, são falhos. Veremos os motivos.

Basta olharmos brevemente para a forma com o funcionalismo público tem sido tratado pela atual gestão para percebermos o que está realmente acontecendo. Em março de 2015, o STF anulou a aberração do SIMVE (Serviço Militar Voluntário Estadual), que buscou terceirizar a segurança pública, colocando indivíduos ARMADOS e parcamente treinados nas ruas sem qualquer formação e preparação adequada. Além disso, os acordos de reajuste com os profissionais de Segurança Pública, assim como com os fiscais estaduais, não foram cumpridos, levando a uma paralisação de 24 horas que possivelmente se repetirá. Em novembro, o poder legislativo estadual derrubou um veto do governador a artigos da lei estadual 19.019, que estipulava a jornada de trabalho dos jornalistas em 5 horas diárias. Esse tempo de serviço é garantido por uma lei federal, o que não inibiu o veto manifestamente ilegal, que colocaria os jornalistas em uma jornada de 40 horas semanais. Na educação, professores temporários foram contratados com salários de fome, muito abaixo do salário mínimo (para profissionais graduados que passaram 4 anos em uma Universidade estudando, o vencimento para o período de 20 horas no edital de 2015 foi de R$ 568,89. O que acham?). Na saúde, faltam materiais básicos para o trabalho, como luvas, soro fisiológico e medicamentos (nominalmente betametastona, hidrocortisona e ondasetrona, entre outros).

Nosso governador já declarou várias vezes que acha a estabilidade do servidor público uma ‘coisa burra’. Para ele, a estabilidade incentiva a leniência, preguiça e acomodação do servidor. Os servidores terceirizados, pelo contrário, seriam mais comprometidos e produtivos. Dois pontos merecem destaque aqui. Em primeiro lugar, o gestor público tem todo o direito de emitir suas opiniões sobre questões atinentes à administração estatal. O que não pode é coloca-las em prática se elas ferem a Constituição e, ainda, o princípio elementar da moralidade administrativa (e, por que não, da moralidade social). O segundo elemento aponta para o fato de que a ausência de estabilidade para o servidor público faz com que ele fique vulnerável aos caprichos e desmandos dos governos. Sem estabilidade, a cada troca de governo haveria uma substituição generalizada dos servidores por outros afiliados ao governo em exercício. Ora, a Constituição Federal, ao garantir a estabilidade do servidor após aprovação em concurso público e estágio probatório, o faz como uma GARANTIA de que os servidores atendem ao ESTADO, e ao interesse público e não aos GOVERNOS. Se casos isolados de ineficiência individual ocorrem, há mecanismos para resolvê-los, como os processos disciplinares administrativos.

O que são as Organizações Sociais

Voltemos ao caso das OSs. Muita gente ainda não compreendeu muito bem o que é uma Organização Social. Isso é absolutamente normal, já que o debate em torno do tema praticamente não existe, afinal, o governo se esquiva insistentemente de um diálogo com a sociedade civil. A OS é uma qualificação (uma espécie de título) que o governo outorga – ou seja, concede – a uma entidade privada a partir de um ‘contrato de gestão’. Nesse contrato, são estabelecidas metas, bem como instrumentos para o controle dos resultados. Para firmar esse contrato com o governo, a entidade precisa atuar em atividades sociais ligadas ao ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção ao meio ambiente, cultura ou saúde; ou seja, atividades de interesse público.

Pelo menos no papel, essa entidade não pode ter fins lucrativos. Ela tem que ser criada, com milhões em investimentos privados, por puro amor, carinho e genuíno interesse em ajudar a sociedade. Bastante razoável, claro. A partir de então, a OS pode receber dotações orçamentárias (recursos do governo arrecadados junto aos contribuintes – nós), bens móveis e imóveis da administração e até mesmo servidores do Estado! Ou seja, ela pode usar todos os recursos da administração direta, mesmo sendo uma entidade privada. Nem tudo são flores, obviamente. Para ter todos esses benefícios, a OS precisa ter participação do poder público e da comunidade em seu conselho diretivo. Seus atos também precisam ser públicos e, ainda, submetidos ao controle do Tribunal de Contas.

Legalidade, constitucionalidade e moralidade.

Agora vamos ao restante. Licitação? Pois é. As OSs podem gastar o dinheiro público sem procedimento licitatório. Basta uma consulta simples de preços e tudo está resolvido. Estabilidade do servidor? Nada disso. As OSs, como boas entidades privadas que são, podem contratar servidores normalmente para prestar atividades como celetistas (funcionários com carteira de trabalho assinada e submetidos à lei trabalhista, a CLT). Isso, na prática, é o fim do concurso público para professores no Estado de Goiás. E essa manobra, devemos reconhecer, foi genial por parte do governo (para os interesses dele, obviamente). Isso porque a lei do piso nacional dos professores da educação (lei 11.738/08), em seu artigo 2º, deixa bastante claro que o piso nacional deve ser observado apenas para os professores do ‘magistério público’. Isto quer dizer que o Estado vai investir aquilo que a Constituição o obriga em educação por meio de repasse de recursos às OSs, mas não vai precisar pagar o piso, já que essas organizações sociais são entidades privadas! Em outras palavras, o governo deu um ‘jeitinho’ de burlar o piso sem burlar a lei.

E tem mais. Desde que o projeto de lei 4330/04 foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados, fica mais próxima a realidade de as empresas privadas, públicas e de economia mista terceirizarem atividades-fim, quer dizer, aquelas atividades às quais essas empresas se dedicam. Na prática, olha a bagunça: o governo estadual, no lugar de gastar seu dinheiro com escolas públicas, repassa os valores para as OSs. Estas, por sua vez, poderão, caso queiram, subcontratar OUTRA EMPRESA para prestar os serviços de educação. E o nosso dinheiro fica no meio desse rolo, sujeito a todo tipo de improbidade e sem a necessidade de procedimento licitatório.

O momento em que ocorre a implantação das OSs na educação de Goiás é oportuno. A lei das Organizações Sociais, a saber, lei 9.637/98, passou por longos anos de incerteza quanto à sua constitucionalidade. No final de 1998, mesmo ano em que a lei entrou em vigor, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi impetrada contra ela. Isso porque, em tese, diversos serviços públicos que as Unidades da Federação devem prestar (saúde, educação, pesquisa científica e afins) poderiam ser realizados exclusivamente via OS, sem a necessidade de atuação da administração direta. Na prática, isso seria um atentado contra vários princípios básicos da Administração Pública, como a indisponibilidade do interesse público. Vejamos o exemplo da educação.

O artigo 208 da Constituição Federal, em seu primeiro parágrafo, afirma que o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é um direito público e subjetivo de todos os cidadãos. Em momento algum cita a necessidade de que esse ensino seja também público. No parágrafo segundo, contudo, ele faz uma mea culpa, dizendo que o não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa em responsabilidade do governante. Até aí estamos bem, até aparecer um tal artigo 213 que diz “os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou FILANTRÓPICAS, definidas em lei, que comprovem FINALIDADE NÃO-LUCRATIVA e apliquem seus excedentes financeiros em educação”. Ou seja, as OSs caem como uma luva aqui. Ficou, contudo, a dúvida: o Supremo Tribunal Federal iria votar a ADI com base na interpretação literal do texto da Constituição ou com base nos princípios e garantias que essa mesma Constituição defende? O suspense acabou somente neste ano de 2015. A lei das OSs foi declarada CONSTITUCIONAL em 16 de abril de 2015 pelo STF. Não havia mais nenhum impedimento para que a terceirização da educação tivesse andamento.

Imediatamente após essa notícia, o governo estadual intensificou os trabalhos para o fechamento de Colégios públicos e sua reabertura como Organizações Sociais, ação planejada para o início do ano letivo de 2016. Desde o início do mandato de 2015, a Secretária Estadual de Educação foi enviada aos Estados Unidos para acompanhar o modelo das Charter Schools americanas (basicamente, as OSs da educação dos Estados Unidos). A demanda nessas escolas de fato é muito grande, mas o ingresso dos alunos não se dá automaticamente, a partir da ordem de matrículas. Ocorrem sorteios para a admissão. Além disso, nas Charter Schools, os salários praticados são em média a metade do que é pago no mercado, o que provavelmente se repetirá em Goiás, já que um dos motivos de as OS terem sido criadas é justamente a não necessidade de se pagar o piso nacional.  Em suma: embora a terceirização da educação via Organizações Sociais seja um atentado contra princípios constitucionais muito básicos e contra o Estado Democrático de Direito, os juristas do governo, muito hábeis, as blindaram de toda forma para que atendam as requisitos formais que a Constituição e as leis exigem.

Resta aqui um sincero apelo para que o governo dialogue com a sociedade civil diretamente interessada e para que a população se mobilize contra essa violência iminente contra a nossa Educação. Um ensino de qualidade fatalmente resulta em diminuição da criminalidade, desobstrução dos leitos dos hospitais, efervescência cultural e profissionais mais capacitados no futuro. Para isso, é necessário diálogo, razoabilidade e tempo, para que possamos construir juntos o Brasil e o Estado de Goiás que almejamos. Só não dá para ficar do jeito que está.

IV EIGA – Mostra de Animação Japonesa

No próximo sábado, dia 12 de novembro, o Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro recebe a IV EIGA – Mostra de Animação Japonesa. Ao todo serão exibidos quatro filmes. O evento começa às 13:30 e o ingresso custa R$ 4,00 (preço único). Segue abaixo a programação.

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Na floresta de vaga-lumes

Título original: 蛍火の杜へ (Hotarubi no Mori) 

Sinopse:  

A história se foca em uma pequena garota chamada Hotaru. Ela se perde em uma floresta que, popularmente conta-se, residem vários espíritos. Na floresta Hotaru se depara com um jovem utilizando uma máscara de raposa. Ele diz ser um espirito que possui uma maldição, no momento que um humano tocá-lo ele irá desaparecer.

Horário: 13:30 horas
Duração: 44 minutos
Direção: Takahiro Omori
Estúdio: Brain’s Base
Ano de Lançamento: 2011
Áudio original: Japonês
Legenda: Português

5 centímetros por segundo, Título original: 秒速5センチメートル (Byōsoku  Go Senchimētoru) 

Sinopse:  

O filme é dividido em três partes: Flor de Cerejeira, Cosmonauta e 5 Centímetros por Segundo. Inicia nos anos 90 e vai até dias mais modernos e nela acompanhamos a história de Takaki Tono, que ainda está na escola primária e faz amizade com a aluna recém-transferida Akari Shinohara. Por terem gostos e preferências similares, ambos se tornam muito ligados e muito íntimos. Após alguns anos, Akari acaba se mudando para outra cidade, ocasionando a separação dos amigos tão apegados. A partir daí, eles começam a se comunicar por cartas…

Horário: 15:05 horas
Duração: 63 minutos
Direção: Makoto Shinkai Estúdio: CoMix Wave Inc.
Ano de Lançamento: 2007
Áudio original: Japonês
Legenda: Português

HAL, Título original: ハル (Haru) 

Sinopse:

A história se passa em uma sociedade tecnologicamente avançada em que os robôs podem ser programados para se comportar como um ser humano completo. Depois de um trágico acidente de avião, um robô, também conhecido como Q01, é enviado para uma pequena cidade japonesa para ajudar uma pessoa que acaba de perder um ente querido. Ao tentar curar o coração melancólico, o passado do casal é desenterrado.

Horário: 17:00 horas
Duração: 60 minutos
Direção: Ryōtarō Makihara
Estúdio: Wit Studio
Ano de Lançamento: 2013
Áudio original: Japonês Legenda: Português

O Jardim de Palavras, Título original: 言の葉の庭 (Kotonoha no Niwa) 

Sinopse:

Takao é um jovem rapaz que sonha em ser sapateiro e Yukino é uma mulher mais madura, professora, que precisa superar o passado e sua melancolia. Ambos não possuem nada em comum, a não ser seus próprios medos e batalhas internas, mas um dia o destino resolve juntá-los em um parque em um dia chuvoso. A partir de então surge uma bonita relação entre os dois em que a cada momento de chuva é ansiado por ambos.

Horário: 18:45 horas
Duração: 46 minutos
Direção: Makoto Shinkai
Estúdio: CoMix Wave Inc.
Ano de Lançamento: 2013
Áudio original: Japonês
Legenda: Português

Link do evento: https://www.facebook.com/mostraeiga/

Programação do Cine Cultura – 10/12 a 16/12

Segue a programação do Cine Cultura para essa semana.

Ingressos: R$ 8 Inteira / R$ 4 Meia / Acima de 60 anos não pagam

Local: Cine Cultura – Centro Cultural Marieta Telles, Praça Cívica, nº 2.

Informações: 3201-4670

 

Filme: A Ilha do Milharal

a-ilha-do-milharal_t108332_jpg_290x478_upscale_q90Direção: George Ovashvili
Horários: 18:30 (segunda a sexta); 17:30 (sábado e domingo).
País: Georgia
Sinopse: Um velho camponês (Ilyas Salman) se muda, com sua neta (Mariam Buturishvili) para uma pequena e deserta ilha no meio do rio Enguri, para plantar milho. O rio separa a Geórgia da Abkhazia e já foi cenário de sangrentas lutas. Como soldados ainda surgem na região, o clima é de tensão. O rio cria e o rio destrói, em um ciclo eterno do qual ninguém pode escapar.

Filme: Se Deus Vier que Venha Armado

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Direção: Luis Dantas
Horários: 20:30 (segunda a sexta); 19:30 (sábado e domingo).
País: Brasil
Sinopse: Após ser liberado temporariamente da prisão, um presidiário tem 72 horas para visitar o seu irmão, encontrar um amigo de infância e encontrar com uma mulher. Entretanto, ele também tem uma missão a cumprir para os chefes do crime, como parte de uma onda de ataques do PCC no estado de São Paulo.